Responsabilidade jornalística
Junho 12, 2008
Recentemente, Wagner Moura foi vítima dos ataques e ‘piadas’ dos repórteres do Pânico na TV, que abordaram o ator na entrada de um evento onde ele seria homenageado e esfregaram uma gosma em seu cabelo. Wagner ficou puto e se manifestou em uma carta publicada pelo jornal O Globo, indignado com a ação dos moços da TV e com toda a cultura de invasão à vida de celebridades.
Abre aspas – Estamos nos bestializando, nos idiotizando. O que vai na cabeça de um sujeito que tem como profissão jogar meleca nos outros? É a espetacularização da babaquice – fecha aspas.
Seus colegas de Rede Globo tomaram as dores e passaram a fazer boicote à abordagem engraçadinha dos repórteres da Rede TV.
Até aí, caguei. O mundo celebridade e a idéia de me dedicar a criticar a vida/trabalho dos outros não me interessa muito – pelo menos não a ponto de querer me estender sobre o assunto aqui.
Mas, achei curioso o que vi hoje. O Papel Pop dedicou ontem um post ao caso, manifestando uma opinião polêmica sobre o assunto, não muito favorável ao ator, e fazendo comparações um tanto controversas. E a galera parece não ter curtido muito, manifestando-se extensamente sobre a opinião do autor, o jornalismo de celebridades, a nossa cultura da invasão e – o que mais me interessa – a força e responsabilidade que os blogs também têm no quesito formação de opinião e influência sobre seus leitores. Bem verdade que tantos outros o defendem em seus comentários, alegando que tal cultura de invasão é também produto da exploração da TV, meio para qual o ator também trabalha.
Dá uma olhada no post e preste atenção aos comentários. O mais interessante é perceber como as pessoas reagem ao meio que elas também consomem, levantando discussões legítimas – e sobre isso me interessa falar.
Por essas e por outras que eu sou um entusiasta da internet, veículo plural e democrático que permite a participação, interação e diálogo entre seus espectadores. No velho jornalismo, só caberia a nós ler o texto e nos remoermos de raiva. Ou não.
