Mais um se vai…

dezembro 29, 2008

O ano acabou, quando parecia que estava só começando. Começou meio mal, mas engatou a partir do meio. Começou antes mesmo de começar, um ano de uns 13 meses. Ou começou muito depois do início, 4 meses depois de janeiro.

Rolou de tudo e de nada. Muito trabalho e pouco trabalho. Férias e “férias”. Brigas e encontros sensacionais.

Não fui à Europa, à Nova York e nem sequer à Buenos Aires, mas até que viajei bastante. Não juntei um centavo e passei alguns perrengues.

Não fiquei rico, não casei, não possuo casa própria ou renda fixa. Continuo pegando ônibus – graças a Deus. A promessa da barriga em gomos continua para o próximo ano. Andei bastante a pé. Bebi e fumei – às vezes além da conta.

Não perdi nenhum amigo. Conheci gente legal. Fortaleci amizades.  Fiz algumas piadas e provoquei algumas risadas. Cultivei boas relações de trabalho. Continuo solteiro, mas acho que ainda consigo amar.

Ouvi muita música, fui a bons shows, vi uns tantos filmes, fui a algumas (poucas) exposições. Li um pouco, mas nada de importante. Escrevi um tanto – nada de importante também, mas fico satisfeito mesmo assim.

É isso aí. Tudo igual, tudo diferente!
Até o próximo.

Ho Ho Ho

dezembro 26, 2008

Olha, Brasil, o Natal já passou, eu tava totalmente offline e acabei só abrindo alguns emails de Boas Festas agora.
Mas, recebi um tão bom que vale a pena postar aqui, mesmo que atrasado.
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Assim, nem Natal e nem Madonna passam incólumes por este pobre blog abandonado.

* valeu Fernando.

Cafonando a blogosfera

dezembro 10, 2008

Agora não tem mais discussão – blogs deixaram mesmo de ser uma mídia marginal e meio off para tomar o mainstream de assalto.
A próxima novela das 8 da Globo, escrita por Glória Perez e intitulada (sempre tenho que checar essa palavra no Google) Caminho das Índias, ambientada no país de Mahatma Gandhi, terá um personagem adolescente blogueiro que escreve sobre seu universo indiano e suas raízes brasileiras. Não só isso, a novela conta também com um blog oficial que documenta todos os bastidores da superprodução global – tal como o cinema já havia feito, lembra?
Espertamente, e contando com o poder viral da Internet, a emissora convidou 40 blogueiros a fazer uma visita ao Projac para uma coletiva com a autora, um tour pela cidade cenográfica e departamentos de produção da novela e uma espiadinha nas gravações das primeiras cenas de estúdio.
Rosana Herman, apesar de ser apresentadora da emissora concorrente, estava lá e documentou tudo em seu Querido Leitor.
É a Vênus Platinada se rendendo à mídia de guerrilha. Pena que Katylene não tava lá.

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- Eu sou moderna ou não sou?

Caro leitor,
pode ser que a vida até pareça uma festa, mas tenho certeza de que não é – nem a sua e muito menos a minha.

Porém, A Vida Até Parece Uma Festa é o subtítulo do documentário dos Titãs, dirigido por Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves, ambos estreantes na direção de longas-metragens – o primeiro, você já deve saber, é integrante da banda que já está na estrada há mais de 26 anos; o segundo, diretor de alguns dos videoclipes dos próprios Titãs e de outros artistas.

Juntos no projeto há cerca de 6 anos, tentando dar forma e coesão a um extenso material de arquivo televisivo e imagens de bastidores captadas por Branco desde 1986, eles agora preparam o lançamento do filme, que estréia nos cinemas em 16 de janeiro.

O filme foi exibido recentemente no Festival do Rio e na Mostra de Cinema de São Paulo e apresenta em cerca de 90 minutos 42 canções que por si só contam a história do grupo paulista, em cenas preciosas como a primeira aparição na TV em um programa de calouros de 1980 na TV Tupi, quando ainda se chamavam Trio Mamão, que trazia como um dos jurados o já decadente Wilson Simonal, além das apresentações no Cassino do Chacrinha, Clube do Bolinha, sofá da Hebe, programa Barros de Alencar, o encontro com o presidente Jânio Quadros em entrevista a Marília Gabriela e outras pérolas raras.

Se você tem mais de 30, vale ver para lembrar de um certo momento da vida. Se você tem menos de 30, vale ver para perceber que a banda é muito mais do que Epitáfio e regravações de Roberto Carlos.

Mais do que um filme, o documentário musical é o retrato de uma época e de uma geração.

Agora você sabe  também o que ando fazendo e, em parte, porque este blog tem tido menos atualizações.

Testando…

dezembro 6, 2008

WordPress resolveu fazer mudança em seu ‘dashboard’ – adicionou ferramentas novas, rearranjou as coisas no lugar e criou um ‘quickpress’ para as atualizações se tornarem mais imediatas. Escrevo cá para testá-las…

Campos magnéticos

dezembro 3, 2008

Outra coisa bacana que eu ouvi recentemente – da maneira mais casual do mundo – foi Magnetic Fields, também de Nova York, porém formada em 1990 e liderada por Stephin Merritt, homem de múltiplos projetos musicais paralelos – espécie de Tatá Aeroplano americano.

A voz de Merrit é grave e muito característica e o último trabalho da banda, Distortion, do início do ano, flerta com sintetizadores e – como o nome sugere – distroções, em letras sobre amor e ambigüidade sexual.

Ouça.

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Scott Matthew

dezembro 3, 2008

Minha obsessão musical recente tem sido Scott Matthew, australiano radicado em Nova York e que dedica grande parte de sua carreira musical à composição de trilhas sonoras.

Depois de musicar diversas animações, Matthew foi escalado para integrar a trilha sonora de Shortbus, longa-metragem erótico-tragicômico de John Cameron Mitchell, e que traz canções tão primorosas quanto o filme em si. O álbum ainda traz participações de bandas como Yo La Tengo e Animal Collective.

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O cantor parece fazer parte dessa linha meio neo-hippie novaiorquina, flerta com o folk e a música de dor-de-corno, além de um tom pra lá de melancólico. Delícia!

Ouça aqui e aqui.

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