Demônio nos cinemas

agosto 8, 2008

Aeeeeeeee… Eu sei que eu ando meio monotemático, mas trabalho faz isso com a gente.

Encarnação do Demônio, novo longa-metragem de Zé do Caixão, chega hoje aos cinemas. Já falei dele inúmeras vezes por aqui que nem vale a pena repetir. Vê aí e depois a gente conversa!

Além disso, está sendo lançada hoje também a trilha sonora do filme, composta por André Abujamra (ex-frontman do Karnak) e Márcio Nigro. As faixas são bem legais e vão desde metal instrumental a moda de viola e todas elas são abertas com uma praga de Zé do Caixão.

E pra provar que o Zé não é apenas cult, ele é moderno e antenado também, a trilha está disponível na íntegra para download no perfil do filme no MySpace. Dá uma fuçada lá que você encontra também vídeos exclusivos com maldições do Mestre.

É o Demo na era digital.

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2 Respostas to “Demônio nos cinemas”


  1. Zé do Caixão é o patrono do Brasil

    A Encarnação do Demônio, o filme mais complicado (no sentido difícil de sair do papel) finalmente chegou aos cinemas. A trama é simples, depois de quarenta anos guardado num presídio o ex-coveiro Josefel Zanatas, Zé do Caixão pros chegados, é posto em liberdade e volta a buscar pela sua mulher única que lhe gerará o herdeiro perfeito e na sua busca passa a ser perseguido por vários desafetos do passado, alguns vivos e outros nem tanto.
    No início do filme é muito duro engolir Mojica como o terrível vilão, velhusco e gordote andando pelo centro de São Paulo acompanhado por um hilário e maltrapilho corcunda, Zé do Caixão só se comunica aos berros em pequenos discursos em que come os esses, pintam alguns PMs molambentos com fardas totalmente absurdas, Zé pede um “caneco do seu melhor vinho” num boteco de favela, até ai estamos diante de uma das maiores comédias involuntárias dos últimos tempos, perdendo talvez somente para Falsa Loura de Carlos Reinchenbach, porém em dado momento algo acontece e todo aquele riso começa a ficar meio amarelo,surgem alguns fantasmas de parquinho e aos poucos a barra começa a pesar. Em dado momento a palhaçada inicial se transformou num pesadelo capaz de deixar um avestruz com náuseas, torturas que fariam com que qualquer diretor destes “almost-snuff” do sudeste asiático se borrarem de nojo, medo e angústia. Essa transição do fajuto ao vômito, ao gore, a porrada no saco é uma das coisas mais originais feitas em cinema nas últimas décadas, fico admirado tamanha transgressão ter sido co-patrocinada pelo Cinemark, empresa ultra-careta, imagino as senhoras de classe média, domingão a tarde, baldão de pipocas jumbo no colo vendo coisas como um rato sendo… bom, xáprala.
    Emblematicamente e genialmente o climax do filme se dá no Playcenter território no qual Mojica o cineasta, devido às inúmeras políticas artísticas e econômicas esteve relegado nos últimos anos, ao invés de cinema um dos nossos maiores diretores apresentava performances mambembes infanto-juvenis, Zé do Caixão se vinga do Brasil mostrando a todos nós o quanto é engraçado e medonho o nosso mundo, A Encarnação do Demônio é uma metáfora do Brasil, hilário e apavorante e o pior é que continua com nós após sairmos do cinema, grudado na mente, na forma de um pesadelo.

  2. Incrivelt Says:

    Eu quero, mas não quero assistir…medooooooo


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