Relembrando e aguardando

novembro 1, 2008

Outro assunto não comentado por aqui foi o acontecimento do TIM Festival na semana passada.

Se nesse ano a organização do evento resolveu caprichar um pouco mais em sua estrutura paulistana – de volta com uma bela e confortável tenda acarpetada, bares e banheiros sem muita fila e ar condicionado potente -, a programação deixou um tanto a desejar. Gossip e Paul Weller cancelaram, como todos sabem. Os primeiros não foram substituídos por ninguém. Para o lugar do segundo, foram alocados Roberta Sá (?) e Arnaldo Antunes. E para compensar os caros ingressos e as baixas vendas, rolou uma mega distribuição de entradas.

Klaxons (carinhosamente apelidado por este que vos escreve como ‘a banda de Dudu Bertholini’ por conta do figurino extra-fashion e super feminino) até que foi legal, mas não animou. Destaque maior foi para Har Mar Superstar, a bicha com a camiseta do Menudo que roubou a cena no show do Neon Neon e voltou para fazer dancinhas ótimas na última música da apresentação do Klaxons. A versão “masculina” da Beth Ditto.

No dia seguinte, a grande atração era Gogol Bordello na noite batizada de TIM Festa. Detalhe: a ‘festa’ começava às 7 da noite de uma sexta-feira e teria de acabar até meia-noite. Nem precisa dizer que com o trânsito da cidade, perder as primeiras atrações (Junior Boys e Dan Deacon) era um fato.

Aí subiram ao palco os ciganos punks. Muita gente gostou, muita gente pulou, muita gente vibrou. Eu achei UM SACO. Os caras não pararam um segundo, o som estava bem alto e depois de um tempo comecei a achar tudo muito neurótico e só conseguia pensar “Por que mesmo a Madonna é amiga deles?”. A alegria foi encontrar uns amigos que também estavam detestando e sentir que eu não sou sozinho nesse mundo.

Logo depois, entrou no palco o dj Switch, produtor do incrível álbum da Santogold. Mas, ao invés das batidas suingadas do disco da moça, o som era duro, pesado, bom pra quem está benloco às 8 da manhã em um algum after da vida e não às 11 da noite depois de um longo dia de trabalho. Dj Yoda seria a próxima atração, mas eu nem fiquei pra ver.

No dia seguinte, porém, viria a redenção. Cérebro Eletrônico foi o primeiro a subir ao palco, mas a abertura da Bienal (um outro caso totalmente à parte) fez com que eu perdesse. Depois veio o The National, com um som intenso e emocional. E por último, a apresentação incrível do MGMT, que deixou para o final as incríveis Time to Pretend e Kids, fazendo todo mundo pular. Tira o pé do chãooooooooooooo!!!!!


Mas, na verdade, tudo isso é apenas uma introdução para o vídeo a seguir.

Kaiser Chief, a banda que toca por aqui no próximo fim de semana no Planeta Terra, participou recentemente do programa Live Lounge da Radio 1 e, como de praxe no programa, gravou um cover para a rádio. A faixa escolhida foi justamente Time to Pretend do MGMT, em uma versão um pouco mais acelerada e com vocal mais encorpado do que a original, porém igualmente boa. E de quebra, o refrão de I Will Follow do U2 no final.

E por falar em Planeta Terra, estamos aguardando ansiosamente a chegada do próximo fim de semana. Se o festival, que já esgotou seus 15 mil ingressos (Chupa, TIM Festival!!!), for tão bom quanto à edição passada, estamos feitos. O único problema e a agenda dos shows – muitos deles ocorrendo na mesma hora. Mas, fazer o quê?

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